Comissão aprova projeto que habilita cartões de programas assistenciais para compras

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A Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados aprovou projeto que torna obrigatória a habilitação da função débito em cartões usados para receber auxílios assistenciais e emergenciais do governo federal.

Na prática, o texto autoriza o uso desses cartões para o pagamento direto de produtos e serviços, sem a necessidade de o beneficiário possuir conta corrente ou conta poupança em instituição financeira.

Foi aprovado o parecer da relatora, deputada Flávia Morais (PDT-GO) em substituição do Projeto de Lei 2053/20, do deputado André Figueiredo (PDT-CE), e outros apensados.

Figueiredo propôs a medida durante a pandemia de Covid-19 e lembrou que, à época, para ter acesso ao auxílio emergencial mensal de R$ 600, muitas pessoas precisaram enfrentar filas em bancos para conseguir sacar o dinheiro, mesmo diante da necessidade de distanciamento social.

Mudanças no texto original
Ao analisar as propostas, a relatora decidiu estender a habilitação da função débito a todas contas digitais existentes ou que forem abertas junto à Caixa Econômica Federal para crédito de auxílios assistenciais e benefícios. Ela também propôs que estados e municípios adotem a medida nos cartões de benefícios que emitirem.

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Flávia Morais permite que pessoas em situação vulnerável possam acessar os recursos governamentais da forma mais ágil possível. “A medida trará mais comodidade para pessoas idosas e com deficiência, evitando deslocamentos desnecessários, e vai incentivar que o consumo seja realizado nos comércios locais.”

Por fim, o texto aprovado estabelece que será dispensada a emissão de cartão físico ou virtual com a função débito diante da impossibilidade de abertura de contas (poupança social digital, conta poupança digital, conta contábil, conta de depósitos e outras) por impedimento legal do beneficiário.

Próximos passos
A proposta será ainda analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Natalia Doederlein

Fonte: Câmara dos Deputados

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